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Cafés pelo mundo: a bebida em 8 países e dicas para fazê-la em casa

Da Itália ao Vietnã, conheça cafés típicos ao redor do mundo

20 de agosto de 2020

 

O Brasil é um dos países que mais consome e produz café, mas outros lugares pelo mundo também têm uma tradição forte com a bebida. Selecionamos alguns para você conhecer e, quem sabe, até reproduzir em casa! A seguir, 8 cafés pelo mundo!

Colômbia

Nossos vizinhos também amam café, tanto que o fazem com muito cuidado: os grãos de sabor suave e acidez média, em geral, são plantados em solo vulcânico e colhidos manualmente. O café colombiano é um dos melhores para o método expresso sem grande amargor.

 

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Grãos colombianos. Foto: Pablo Merchán Montes

Para imitar em casa: a água estará na temperatura ideal para o seu café colombiano assim que atingir o ponto de fervura. De sabor intenso, ele fica bem com espuma de leite ou se harmonizado a doces de goiaba ou nozes – tome um gole do café e em seguida coma um pedaço da sobremesa.

Como é o café de cada região da Colômbia:
Norte: grãos com menos acidez e com notas de chocolate e nozes;
Central: sabor que remete a ervas e frutas;
Sul: acidez marcante e aroma cítrico.


Itália

Os italianos são os inventores da cafeteira moka e do método expresso de preparar o café, passando água quente em alta pressão nos grãos moídos, resultado em uma bebida forte.

Para imitar em casa: o expresso romano é feito com café forte não adoçado e limão. Basta passar a fruta na borda da xícara e decorar com uma tira da casca. A acidez do limão ajuda a realçar o sabor do café.


Irlanda

Apesar de não ser um dos grandes países produtores de café, a Irlanda está entre os maiores amantes da bebida. Tanto, que criou um drink cafeinado que ganhou o mundo: o irish coffee tem o café como base, misturado a um shot de uísque (irlandês, claro), açúcar e chantilly.

Acredita-se que a receita foi inventada na década de 40 pelo chef Joe Sheridan para aquecer os viajantes que chegavam à Irlanda durante o inverno.

Para imitar em casa: adicione açúcar a um shot de uísque (Baileys é uma boa opção) e misture a café quente. Depois, coloque chantilly ou creme de leite no topo.


México

O plantio de café mexicano é do tipo sombreado, um dos métodos mais antigos e que menos impacta a natureza. A receita mais conhecida feita com ele é a “olla” – nome da panela de barro em que ele é preparado, que dizem dar um sabor especial à bebida. É adoçado com piloncillo, um doce similar a rapadura.

Para imitar em casa: misture água fervida com canela em pau, açúcar e pó de café. Depois, coe e sirva.


Turquia

Quando o assunto são cafés pelo mundo, eis um lugar que não pode faltar: Turquia. O destino é ideal para quem gosta de café forte, daqueles que te deixam bem acordado! Os baristas turcos moem muito bem os grãos, que são adicionados a água fria aquecida aos poucos em uma pequena jarra chamada cezve. A bebida não é coada – é daí que vem a tradição de “ler a sorte” na borra de café que fica no fundo da xícara.

Para imitar em casa: escolha um café moído forte e o misture a água fria. Depois, aqueça até que forme espuma. Espere que o pó vá para o fundo do recipiente para beber.


Vietnã

 

Os cafés do tipo arábica e robusta são os mais cultivados no Vietnã graças às áreas montanhosas. A receita favorita da bebida por lá, conhecida como Sua Da, é ótima para o clima tropical do Brasil – e para aqueles que não abrem mão do açúcar: o café torrado escuro com torra média ou grossa é colocado em um copo com gelo e leite condensado.

Para imitar em casa: use um café forte para o preparo em porções individuais filtradas no próprio copo. Coloque leite condensado e gelo picado em um copo e acrescente a bebida.


Veja também: 8 bebidas de inverno de outros países


Etiópia

O berço do café no mundo dedica uma cerimônia aromática à bebida: o grão, ainda verde, é torrado na hora em uma espécie de garrafa de cerâmica (chamada jebena) que fica sobre pedaços de madeira em chamas. Depois de feita a infusão, o café é servido com folhas de arruda e pipoca em um ambiente decorado por folhas e incensos, que fica perfumado também pelo cheiro dos grãos.

Se você incluir o ritual nos seus planos de viagem, separe algumas horas. Mas, enquanto não é possível viajar para lá, nós te damos algumas dicas:

Para imitar em casa: Escolha o café arábica, que é o tipo mais consumido por lá. A mistura com folhas de arruda e pipoca é a tradicional – mas arriscar a receita fica a seu gosto. Para tornar a experiência mais próxima da verdadeira, você pode torrar o café em casa e acender alguns incensos.


Indonésia

É neste país em que está um dos cafés mais caros do mundo, chamado de Kopi Luwak. O motivo é no mínimo curioso: os grãos são extraídos das fezes de civetas, que são pequenos mamíferos. O animal seleciona as sementes que encontra na natureza e come apenas a polpa. Seu processo de digestão torna os grãos suaves, com baixa acidez – quem já experimentou, diz que o sabor lembra chocolate e suco de uva.

A produção é pequena, fazendo com que o quilo deste café custe cerca de 500 dólares. É claro que este você não vai conseguir copiar em casa, mas pode recorrer a nossa versão nacional: o café feito com a “ajuda” da ave jacu é produzido de maneira similar na Fazenda Camocim (ES). A seleção dos grãos pelo animal tem seu preço: R$ 700 o quilo.

 

Foto do abre: Nathan Dumlao

Fim

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