cartao postal

Cartão-postal: como surgiu e como trocar com pessoas de outros países

Conheça a história do souvenir e saiba como receber e enviar para outros países mesmo durante a quarentena

28 de agosto de 2020

 

Você gosta de enviar e receber cartão-postal de viagens? Então vai curtir saber que isso é possível mesmo sem estar viajando! Antes da gente contar como, conheça algumas curiosidades sobre a história dessa que é uma das lembranças mais típicas de viagem.

 

cartao postal

O início de tudo

Acredita-se que o cartão-postal como conhecemos hoje tenha sido inventado em 1869 por um professor na Áustria. A ideia era transmitir mensagens de forma mais prática (e curta) em comparação com as cartas. O sucesso foi imediato: naquele ano, mais de um milhão de impressões do tipo foram vendidas. No ano seguinte, começaram a aparecer as opções ilustradas.

No Brasil, os cartões-postais começaram a ser usados a partir de 1880 e já vinham com selo. Foi em 1960, porém, que belas fotos ganharam destaque nos postais. É daí que vem a expressão “paisagem digna de cartão-postal”. A Biblioteca Nacional, inclusive, guarda alguns destes exemplares, como postais enviados ao escritor Lima Barreto e com fotos do Rio de Janeiro e de Aracaju.

Curiosidade: no Brasil, os primeiros selos comemorativos foram emitidos em 1900 para celebrar os 400 anos do país.

 

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Foto: Reprodução/Correios

A possibilidade de enviar um recado breve, com baixo custo e uma imagem marcante, é claro, ganhou o coração dos viajantes. Afinal, quem não gosta de ter como recordação as fotos dos lugares lindos que visitou? Os cartões-postais, carimbos e selos (especialmente os comemorativos) tornaram-se itens colecionáveis e um verdadeiro portfólio de belas imagens. Há quem os envie durante as viagens para amigos ou até para si mesmo para ter como memória dos momentos pelo mundo.


Em tempos de quarentena…

 

Agora a parte legal: é possível trocar postais mesmo durante a pandemia!

O engenheiro de computação português Paulo Magalhães é uma destas pessoas apaixonadas por compartilhar e conhecer pessoas e belos lugares do mundo. Pensando nisto, em 2005 ele criou a plataforma Postcrossing.com.

A proposta é simples (e gratuita!): enviar e receber cartões-postais de pessoas de todo o mundo. A cada cartão-postal enviado, você recebe um de volta – mas você não escolhe para quem vai enviar ou o destino, e o que chega na sua casa também é surpresa!

Em um momento em que as fronteiras estão fechadas, o projeto conecta pessoas: é como viajar “à moda antiga”, conhecendo novas paisagens, mas sem ter que pegar um avião.

 

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Cartão postal trocado no Postcrossing

Os números mostram que gente interessada não falta:

 

  • Há aproximadamente 800 mil pessoas de 206 países cadastradas no site, sendo que 65% são mulheres.
  • Alemães, russos e norte-americanos estão entre as nacionalidades que mais enviam as correspondências.
  • No Brasil, há quase 9 mil “post crossers” que já enviaram quase meio milhão de postais para outras partes do mundo.

Veja também: Trouxe na Mala 

 

A iniciativa chamou a atenção até mesmo dos Correios do Brasil, que lançaram virtualmente em julho deste ano um selo em homenagem ao Postcrossing.

 

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Imagem: Reprodução/Correios

A arte de Daniel Lourenço retrata Lisboa (lugar de origem do projeto) e a Torre Eiffel, ponto turístico reconhecido mundialmente. Foram impressos 600 mil destes selos, que estão sendo vendidos por R$ 2,45 no site e agências dos Correios.

Para se cadastrar na plataforma e começar a trocar cartões-postais com gente de outros países, clique aqui!

 

Fim

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